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ALERGIA

A alergia é uma reação exagerada do organismo a determinadas substâncias, que recebem o nome de alérgenos. Cerca de 20% da população sofre de alguma alergia e a probabilidade de desenvolvimento desta aumenta em filhos de pais alérgicos. As manifestações clínicas das alergias variam desde crises de asma, rinites, manchas vermelhas na pele, até reações urticariformes, entre outras. Quando o alérgeno é conhecido, medidas preventivas, como o afastamento das substâncias, devem ser tomadas. Quando o alérgeno não é conhecido, deve-se utilizar a dosagem laboratorial de IgE específica para identificar o alérgeno e aplicar as medidas preventivas.
O que é alergia?
A alergia consiste em reações exageradas que o organismo sofre quando entra em contato com determinadas substâncias (alérgenos), mesmo que em quantidades pequenas. Cerca de 25% da população sofre de alguma forma de alergia. As formas alérgicas mais comuns são: a asma (bronquite alérgica ou bronquite asmática), a rinite alérgica e as alergias cutâneas.
Alergia é uma doença?
Trata-se mais de uma característica individual do que propriamente de uma doença. O indivíduo alérgico é aquele que reage de forma exacerbada a determinado estímulo, considerado normal para outro indivíduo não alérgico. Digamos que os indivíduos alérgicos possuem um limiar de tolerância inferior a certos estímulos.
Como ficamos alérgicos?
A alergia não aparece da noite para o dia. A cada vez que nosso organismo tem contato com uma substância estranha (antígeno), ele produz uma substância chamada de anticorpo. Esse anticorpo se liga a determinadas células do nosso organismo e faz com que estas liberem substâncias responsáveis pelos sintomas clínicos das reações alérgicas.
O que é alérgeno?
O alérgeno é o termo usado para a substância que causa reação alérgica. Alguns estão no ar como o pólen ou os fungos; outros são encontrados em alimentos como, por exemplo, no leite, nos frutos do mar ou nos ovos. Alguns insetos têm alérgenos em seu veneno; assim como, certas plantas possuem também substâncias alergênicas. No ambiente doméstico, os alérgenos encontrados mais freqüentemente são os tão conhecidos "ácaros".
Existe uma predisposição para alergia?
Sabemos que crianças de pais alérgicos têm maior probabilidade de serem alérgicas. Crianças que possuem um de seus pais alérgicos têm 20 a 30% de chances de serem alérgicas, enquanto filhos de ambos os pais alérgicos já têm uma probabilidade de 60%. Por outro lado, a alergia pode se desenvolver em qualquer fase da vida e até mesmo em pessoas sem histórico familiar; basta para isso, que a exposição desse indivíduo a determinado alérgeno ultrapasse o seu limiar de tolerância.
Quais são os diferentes tipos de alergias?
Quando a reação alérgica ocorre no sistema respiratório, podemos ter desde uma rinite alérgica até crises asmáticas de intensidades variáveis. Quando o órgão acometido é a pele, podemos ter desde pequenas manchas avermelhadas, como reações alérgicas a picadas de insetos, até reações urticariformes gigantes.
Como evitar as alergias?
Quando se conhece o responsável pela alergia, como por exemplo em uma alergia alimentar, basta evitar o alimento na dieta. Quando o agente está presente no ar como a poeira ou os fungos, podemos tentar reduzir o seu contato através do que chamamos de controle ambiental. Este consiste em cuidados diversos para diminuir o contato com os alérgenos no ambiente domiciliar, como por exemplo o uso de protetores plásticos de colchão e travesseiros, de pano úmido diariamente nos pisos da casa, a troca das cortinas por persianas,etc. É possível também diminuir aos poucos a sensibilidade do indivíduo ao(s) alérgeno(s) através de imunoterapia (vacinas específicas) realizada com supervisão médica.
É possível identificar os agentes responsáveis pelas alergias?
Além dos testes clínicos de provocação oral (exclusão e reintrodução do alimento "suspeito" da dieta), existe hoje uma série de métodos para avaliação diagnóstica das alergias, entre eles: • Testes alérgicos que podem ser de leitura imediata (de 15 a 20 minutos); intradérmicos de provocação ou de contato (resultado em 72 horas); • Exame de sangue (dosagem de IgE total e específica) – neste teste são dosados anticorpos específicos contra uma grande variedade de alérgenos, como: frutas, grãos, peixes e frutos do mar, proteínas de porco e vaca, ovos e laticínios, alérgenos inalantes, como pêlos de animais, insetos, poeira e gramíneas, drogas, fungos e alérgenos ocupacionais.

COLESTEROL
O que é Colesterol?
Colesterol é um tipo de gordura produzida (sintetizada) no fígado, é uma substância muito importante para a nossa vida. Sabe-se que 70 a 80% do colesterol circulante no sangue é produzido pelo fígado, o restante provém da alimentação.
Em pequenas quantidades existentes no sangue (< 200.0 mg/dL) é fundamental na fabricação de hormônios sexuais, cortisona, vitamina D, ácidos biliares e outras funções. Enfim, sem ele o ser humano não sobreviveria. O colesterol também está contido em certos alimentos, como: ovos, carnes e derivados do leite. Quando comemos estes alimentos freqüentemente e em excesso, a taxa de colesterol no sangue pode aumentar.
Isso significa que o Colesterol é necessário para o nosso organismo?
Sim. O colesterol em quantidades normais (menor que 200,0 mg/dL) é indispensável. Veja o que está escrito na definição de colesterol, ele é fundamental para o ser humano.
Causas do aumento de Colesterol
Os níveis de colesterol podem se elevar por 2 fatores principais: o genético e a dieta.
O fator genético é o mais importante, porém dietas inadequadas também podem elevar o colesterol.
Pessoas que têm parentes diretos com colesterol alto e história familiar de aterosclerose devem ter seu colesterol dosado. O colesterol só existe nos alimentos de origem animal.
Mas por quê é tão importante manter o Colesterol baixo (menor que 200,0 mg/dL)?

A taxa alta de colesterol no sangue provoca o entupimento das artérias, e o excesso tende a acumular-se nas paredes, formando placas de gordura, os ateromas. Pouco a pouco eles podem "entupir" as artérias.
Este processo é chamado de ATEROSCLEROSE, grande responsável pelo infarto e derrame cerebral.
Esse risco aumenta quando a pessoa está acima de seu peso, sobrecarregando a circulação com o aumento de açúcares, gorduras e proteínas.

Quais são os sintomas da ATEROSCLEROSE?

Usualmente, a aterosclerose não produz qualquer tipo de sintoma, até que um estreitamento acentuado ou obstrução de uma ou mais artérias ocorra. A medida que a aterosclerose estreita a artéria, o órgão afetado pode deixar de receber sangue suficiente para oxigenar os tecidos.

O que significa "Colesterol total", "Bom Colesterol" e "Mau Colesterol"?

Existem vários tipos de colesterol circulando no sangue. A soma de todos eles (HDL,LDL, VLD) chama-se "colesterol total". O "bom colesterol" ( HDL), é assim chamado porque retira o colesterol das células e facilita sua eliminação do organismo.
O "mau colesterol "(LDL), faz o inverso, ajuda o colesterol a entrar nas células, favorecendo que o excesso seja acumulado nas artérias sob forma de placas de gordura, por isso é chamado de "Mau Colesterol".

O que significa cada uma das abreviaturas que você encontra no laudo do seu exame?
LDL: Abreviatura de low-density-lipoproteins, lipoproteínas de baixa densidade, também conhecidas como "mau colesterol".
HDL: Abreviatura de high-density-lipoproteins, lipoproteínas de alta densidade, também conhecidas como "bom colesterol".
VLDL: Abreviatura de very-low-density-lipoproteins, lipoproteínas de muito baixa densidade.

Quais são os valores normais do Colesterol?

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (1996), juntamente com outras Sociedades da área de saúde , foi elaborado um documento importante denominado Consenso Brasileiro sobre Dislipidemias, onde foram retirados os valores que são considerados como referência em nosso país. Vide abaixo:

O que fazer quando o colesterol aumenta significativamente?

Algumas doenças levam ao aumento do colesterol, como o hipotireoidismo (diminuição da produção de hormônios pela tiróide), doenças nos rins, das glândulas supra-renais e outros. Procure o seu médico com urgência.

O que fazer para reduzir o nível de colesterol?
1. Leite pobre em gordura (desnatado) e iogurtes desnatados ou "light";
2. Dê preferência aos queijos magros (frescal, ricota, cottage) e às margarinas cremosas ou halvarinas;
3. Prepare os alimentos utilizando óleos vegetais, como: soja, milho, canola, girassol e azeite de oliva;
4. Cuidado com as frituras, principalmente as feitas com banhas e manteigas;
5. Varie as carnes, intercalando carne bovina com aves e peixes;
6. Remova a gordura visível das carnes e a pele das aves (se possível antes do preparo);
7. Comer alimentos ricos em fibras: aveia, pães integrais e maçãs (além de reduzir as taxas de colesterol ajudam você a sentir-se saciado);
8. Evite preparações que contenham: creme de leite, chantilly, maionese, chocolate, gordura hidrogenada e leite condensado;
9. Consuma ovos e preparações com gemas de forma moderada;
10. Para o tempero de saladas utilize azeite de oliva, limão e vinagre;
11. As massas devem ser acompanhadas por molhos vermelhos ou vegetais;
12. Utilize o forno ou o microondas para o preparo de milanesas e empanados;
13. Prefira salgadinhos assados aos fritos;
14. Frios e embutidos (lingüiça e salsicha) à base de aves podem ser consumidos;
15. Frutas em calda, picolés de frutas, gelatinas, geléias, são isentos de colesterol ou gorduras, mas cuidado com as calorias, pois engordam e o açúcar pode aumentar o nível de triglicérides do sangue;
16. Comer frutas e vegetais;
17. Ao compor a refeição, intercale alimentos industrializados com alimentos naturais;
18. Utilize sal com moderação. Cuidado com o uso abusivo do saleiro de mesa;
19. Mantenha um peso saudável;
20.Faça exercícios orientados sempre por um profissional;
21. O que recomenda o Dr. Cooper para as pessoas com mais de 40 anos que desejam iniciar um programa de exercícios físicos? Antes de mais nada, cada pessoa deve consultar o seu médico e ter dele a aprovação para seu plano de condicionamento. Quem está fora de forma não deve querer resolver tudo nos primeiros dias. O ideal é começar devagar e aumentar gradativamente;
22. Evite o tabagismo (NÃO FUME);
23. Evite a ingestão de álcool ou o faça com moderação.

O que fazer quando a alimentação saudável e o exercício físico não reduz o colesterol?
Se comendo corretamente, se exercitando e modificando hábitos (como, por exemplo, parar de fumar), não reduzir as taxas de colesterol após seis meses, procure o seu médico.

 

CÂNCER DE PRÓSTATA

Só existe um modo seguro de se curar o câncer da próstata: descobrindo-o precocemente, ou seja, submetendo-se ao exame preventivo. EXAME DE SANGUE (PSA) E TOQUE RETAL. O exame preventivo deve ser realizado por urologista, anualmente, a partir dos 45 anos. Dessa forma, consegue-se detectar tanto a Hiperplasia prostática benigna (HPB) quanto o câncer em fase inicial e ainda curável.

Próstata

A próstata é um órgão pequeno, do tamanho de uma castanha, com peso aproximado de 20 gramas, localizada logo abaixo da bexiga do homem (vide figura). A função da próstata é produzir parte do líquido que forma o sêmen.

Principais doenças da próstata
As doenças da próstata são comuns e atingem desde o homem jovem até o idoso, predominando a partir dos 50 anos.
1) Hiperplasia prostática benigna (HPB)
2) Prostatite (inflamação da próstata)
3)Câncer de próstata

1) Hiperplasia prostática benigna (HPB)

É o aumento do volume da próstata. É um crescimento benigno que ocorre após os 40-45 anos em diante, sendo mais comum a partir dos 60 anos. As causas deste aumento ainda não são bem determinadas. O crescimento da próstata comprime a uretra prostática determinando uma série de sintomas obstrutivos do trato urinário.
São sintomas comuns da HBP: ardência ao urinar, levantar várias vezes a noite para urinar, sensação de não ter esvaziado completamente a bexiga após urinar, aumento do número de micções, gotejamento acentuado no final da micção.

2) Prostatite

Prostatite é um termo usado para designar inflamações da glândula prostática. Uma próstata inflamada pode causar uma grande variedade de sintomas, sendo os mais comuns: dor e queimação à micção, necessidade freqüente e urgente de urinar, dor testicular ou dor nas costas. A prostatite pode ser bacteriana aguda, crônica ou não bacteriana.

3) Câncer de próstata

É a terceira causa de morte por câncer em homens, só sendo superado pelo câncer de pulmão e de pele. O câncer de próstata atinge principalmente homens acima de 50 anos de idade. Estatísticas afirmam que, aos 50 anos, 1 em cada 4 homens apresentam células cancerígenas na próstata. Aos 80 anos, esta relação cresce para 1 em cada 2 homens. Enquanto você envelhece, o seu risco de desenvolver câncer de próstata aumenta. Apesar do homem ter uma chance de 30% de desenvolver câncer de próstata ao longo da sua vida, somente 3% destes morrerão por causa da doença.
Não se sabe ao certo o que causa o câncer de próstata, porém sabe-se que alguns fatores, tais como transmissão genética e hormônios podem estar implicados.

SINTOMAS DO CÂNCER DE PRÓSTATA

Nem sempre o homem apresenta sintomas evidentes logo no início da doença, o que dificulta o diagnóstico precoce. Os principais sintomas do câncer de próstata são o hábito de levantar várias vezes à noite para urinar, dificuldades no ato de urinar e dor para urinar. Normalmente, o homem percebe uma alteração na micção, com dor ou mesmo queimação ao urinar. Muitas vezes o paciente se queixa de dificuldade, tanto no início como para parar de urinar. O fluxo de urina nem sempre sai completamente, urinando aos poucos. Outras vezes, pode-se queixar de constante dor na região pélvica, nas costas ou mesmo na parte superior da coxa. Outros pacientes podem apresentar dor ao ejacular.

O QUE É PSA, E COMO NÓS MEDIMOS?

PSA quer dizer Antígeno Prostático Específico (em inglês Prostate Specific Antigen). É um exame de sangue usado como ferramenta para o diagnóstico da presença de câncer de próstata. O PSA é uma proteína encontrada no sangue que é única ou específica para a próstata. Os níveis (valores quantificados) de PSA podem ser medidos no soro de um indivíduo e com esta informação é possível fazer uma triagem para o diagnóstico de câncer de próstata .

POR QUE USAR O PSA COMO TRIAGEM PARA CÂNCER DE PROSTATA?
O uso rotineiro de PSA (exame de sangue) com o exame digital da próstata melhorou espetacularmente a condição de diagnosticar o câncer de próstata precocemente, e possivelmente em uma fase mais curável que antes da existência deste exame (PSA).

O QUE CAUSA O AUMENTO DO PSA?

PSA só se encontra em homens e está presente em todo o tecido de próstata normal. As células de câncer de próstata tendem a formar e escoar mais PSA na circulação sangüínea, por esta razão são medidos os níveis de PSA. Conhecendo este fato, foi pesquisada e encontrada uma série de valores de PSA em pacientes com a glândula prostática normal. Acredita-se e ficou demonstrado que o valor de PSA deveria ser menor que 4,0. Este número é um pouco arbitrário, mas reflete pesquisas onde a maioria dos homens (95%) com glândulas de próstata normais tenha um valor de PSA de 4,0 ou menos. Atualmente já existe valores normais nas diversas faixas etárias (vide valores de referência conforme a idade ).
Além disso, é importante ter em conta que nem todos os pacientes com câncer de próstata têm um PSA elevado. Até 20% do câncer de próstata diagnosticados acontecem em homens cujos valores de PSA são menores que 4,0 e é também por esta razão que além do exame de sangue é muito importante o exame da próstata pelo Urologista.
A causa não cancerosa mais comum com níveis de PSA elevados é a hiperplasia benigna da próstata (já descrito anteriormente). A HBP não é nenhum câncer, nem conduzirá ao câncer, mas a HBP pode causar uma falsa elevação de valores de PSA.
Outra causa comum de falsa elevação do valor de PSA é a prostatite. A inflamação faz o PSA escoar na circulação sangüínea aumentando os níveis de PSA (tem relatos de valores > 50,0 ng/mL). Até mesmo um exame retal simples pode fazer o PSA subir um pouco. Ficou demonstrado que a ejaculação pode causar um aumento no nível de PSA em alguns homens durante aproximadamente 48 horas. Se possível, o paciente não deveria ejacular durante 48 horas antes de um teste de PSA. Se a ejaculação aconteceu e o PSA é elevado, é necessário uma repetição do teste. O que significa dizer que aquele PSA não é uma medida de câncer, e que um PSA elevado não quer dizer que você tem câncer. O ÚNICO teste que determinará a presença de câncer com certeza é uma biópsia da próstata e o exame anatomo-patológico do tecido.

A IDADE TEM A VER COM NÍVEIS DE PSA?

Recentes estudos sugeriram que níveis 4,0 ng/mL são muito altos para homens jovens e muito baixo para homens mais velhos. Alguns investigadores recomendam os níveis seguintes:
Idade Níveis de PSA
40-50 0 a 2,5 ng/Ml
50-60 0 a 3,5 ng/mL
60-70 0 a 4,5 ng/mL
70-80 0 a 6,5 ng/mL

O QUE FAZEMOS COM UM NÍVEL DE PSA ELEVADO?
É bom lembrar: o PSA é somente um teste que diz da possibilidade de câncer de próstata. Um PSA normal não quer dizer que você não tem câncer de próstata. Significa que você tem mais baixo risco de ter um câncer de próstata. Reciprocamente, um PSA elevado não quer dizer que você necessariamente tenha câncer. Significa dizer que você tem maior risco que alguém cujo PSA é mais baixo.

PROBABILIDADE DE CÂNCER DE PRÓSTATA BASEADO EM RESULTADOS DE PSA

0-2 ng/mL 1%
2-4 ng/mL 15%
4-10 ng/mL 25-35%
> 10 ng/mL >50%
PSA menores que 4,0 ng/mL - Se o seu nível de PSA foi pela primeira vez menor que 4, recomenda-se repetir o teste anualmente
PSA maior que 4,0 ng/mL - Vide valores de referência para a idade e procure o seu Urologista de confiança.

PODE HAVER VARIAÇÃO DE RESULTADOS DE PSA QUANDO O EXAME É REALIZADO EM 2 OU 3 LABORATÓRIOS ?
Sim. Apesar de inúmeros esforços para padronizar os testes de PSA, existem diferenças significativas entre as diversas metodologias existentes no mercado. Por esta razão é importante que o laboratório informe ao médico a identificação do teste usado e a sua condição no qual o mesmo foi processado. Alguns testes podem ser realizados por processos manuais, semi-automatizados e totalmente automatizados e em cada situação existem diferenças bem definidas e conhecidas quanto à sensibilidade e reprodutibilidade.
É um erro confirmar resultado de PSA solicitando exame para diferentes laboratórios, além das variabilidades pré-analíticas conhecidas, existem diferenças entre técnicas e metodologias usadas.
Atualmente encontra-se no mercado pelo menos 30 kits de diferentes procedências e diferentes preços para medir níveis de PSA no sangue.

QUAL A IDADE IDEAL PARA INICIAR A DOSAGEM DO PSA?
Em novembro de 1992, a Sociedade Americana de Câncer recomendou para detecção precoce de câncer da próstata, exame de Toque Retal e PSA sangüíneo, anualmente, a partir de 50 anos. Os homens com maior predisposição, isto é, com história familiar de câncer de próstata (tio, pai, irmão, avô) ou os de raça negra, é aconselhável a partir de 40 anos.

Exames
• FOSFATASE ÁCIDA PROSTÁTICA
• PSA LIVRE - ANTÍGENO PROSTÁTICO ESPECÍFICO
• PSA TOTAL - ANTÍGENO PROSTÁTICO ESPECÍFICO

DIABETES MELLITUS
O diabetes mellitus é uma doença decorrente da falta de produção ou déficit da ação da insulina, com conseqüente elevação de glicose no plasma. Essa doença pode ser diagnosticada através de dosagens de glicose em jejum ou da realização de teste oral de tolerância à glicose, conforme indicação do médico assistente. Existem dois tipos de diabetes mellitus: o tipo 1, que é mais freqüente em jovens e ocorre devido à produção insuficiente de insulina; o tipo 2, que ocorre predominantemente em adultos, nos quais a insulina é produzida, mas não age adequadamente nas células, para metabolizar a glicose. O diabetes mellitus tem tratamento e pacientes com essa patologia devem ser acompanhados por médicos endocrinologistas, para orientação quanto aos hábitos alimentares e avaliação da necessidade do uso de medicamentos.

O que é diabetes mellitus?

É uma síndrome de etiologia múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade da insulina exercer adequadamente o seu efeito.
A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, fundamental da metabolização (utilização) da glicose, principal fonte de energia do organismo. Conseqüente à falta da ação da insulina, ocorre a elevação da glicose no sangue (hiperglicemia), que caracteriza o diabetes.
O que significam os termos diabetes tipo1 e diabetes tipo 2?

O diabetes tipo 1 é mais freqüente em jovens e se caracteriza, principalmente, pela produção insuficiente de insulina pelo organismo.
O diabetes tipo 2 é mais freqüente em adultos, muitos deles obesos. Neste caso, o organismo pode produzir alguma quantidade de insulina, mas esta não consegue agir adequadamente nas células do corpo para exercer a transformação da glicose em energia.
Quais as causas do diabetes mellitus?

Essa é uma doença causada por fatores genéticos e ambientais, ou seja, o indivíduo nasce com a predisposição para desenvolver o diabetes, sendo que fatores ambientais como a obesidade, quadros infecciosos, traumas emocionais e gravidez, entre outros, podem favorecer o seu aparecimento.
Quando suspeitar se um indivíduo tem diabetes mellitus?

Os sintomas clássicos do diabetes são muita sede, vontade de urinar e fome, cansaço, turvação da visão e emagrecimento. Tais sintomas, entretanto, podem estar ausentes. Assim, algumas pessoas poderão já estar diabéticas por um longo período antes que se estabeleça o diagnóstico. Por esse motivo existem os programas de rastreamento do diabetes que visam diagnosticar, precocemente, a doença.
Como é feito esse rastreamento e em quem deve ser realizado?
O rastreamento do diabetes mellitus é realizado através da dosagem da glicose no sangue. Existem fatores de risco que predispõem ao diabetes.
Dois ou mais desses fatores presentes num indivíduo aumentam o risco para o desenvolvimento da doença. A lista abaixo cita alguns desses fatores. O médico assistente, baseado na história e no exame físico de cada paciente, é quem definirá se este possui os fatores de risco, e quando a dosagem da glicose no seu sangue estará indicada.
• Indivíduos com mais de 45 anos
• Pais, filhos ou irmãos com diabetes mellitus
• Obesidade
• Vida sedentária
• Algumas alterações de gorduras no sangue
• Pressão alta
• Problemas nas coronárias (que predispõem ao infarto)
• Nas mulheres, histórico de diabetes mellitus em gestações anteriores

Como é feito o diagnóstico de diabetes mellitus?
A maneira mais prática de se fazer o diagnóstico é através da dosagem da glicose em jejum, podendo ser necessária uma segunda dosagem para a confirmação, a critério do médico assistente. Quando, mesmo com duas dosagens, os níveis obtidos na dosagem da glicose em jejum não esclarecerem o diagnóstico, o médico poderá solicitar o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG), que consiste em se fazer uma sobrecarga de glicose, através da ingestão de um líquido bastante açucarado, para se avaliar o quanto a glicose sangüínea se elevará. Nesse caso, além de uma primeira coleta em jejum, haverá uma outra duas horas após, ou conforme determinar o médico assistente.
OBS.: Em grávidas, esse teste pode ser realizado de formas alternativas, com quantidades diferentes de açúcar na solução e com tempos diferentes de coleta após a ingestão de solução.
Como prevenir o diabetes mellitus?

Indivíduos predispostos a apresentar diabete poderão evitar ou, pelo menos, retardar o aparecimento da doença através de hábitos alimentares saudáveis, com a manutenção do peso adequado, e evitando o sedentarismo.
O diabetes mellitus tem cura?

O diabetes não tem cura, mas pode ser controlado seguindo-se as recomendações médicas. Resumidamente, estas seriam:
• Reeducação dos hábitos alimentares, através de uma alimentação equilibrada, tanto em qualidade como em quantidade.
O seguimento de orientação alimentar prescrita pelo médico é um dos principais determinantes do sucesso do tratamento.
• Aumento da atividade física, através de exercícios físicos regulares, após avaliação e conforme prescrição médica.
• O tratamento com medicamentos orais pode ser necessário no diabético tipo 2. Os principais grupos de medicamentos são os que aumentam a secreção da insulina e os que aumentam a sua ação no organismo.
• O tratamento com insulina geralmente é indicado para o paciente com diabetes tipo 1. Em determinados casos, a insulina também pode ser necessária para o paciente com diabetes tipo 2, associada ou não a medicamentos orais.
Quais as conseqüências do diabetes mal controlado?
As complicações do diabetes geralmente ocorrem a longo prazo e incluem danos, disfução e até falência de vários órgãos, especialmente rins, olhos, nervos, vasos sangüíneos. Como geralmente evoluem silenciosamente, os sintomas podem demorar a ser percebidos e, por isso, a avaliação médica periódica é muito importante.

DIABETES MELLITUS
Denomina-se Diabetes Mellitus (DM) a um conjunto de doenças metabólicas caracterizados por defeitos na secreção e/ou ação da insulina. Classicamente, a hiperglicemia manifesta-se clinicamente por poliúria, polidipsia e polifagia, perda de peso e tendo como complicações agudas a cetoacidose diabética e o coma hiperosmolar, além de complicaçõs crônicas, como as macroangiopatias (insuficiência arterial crônica, doença cérebro vascular e coronariopatia), microangiopatias (nefropatia diabética , retinopatia ) e neuropatia. Entretanto, elevações leves da glicemia podem não causar sintomas.
Duas medições de glicemia em momentos distintos, mas com jejum mínimo de 8horas, iguais ou maiores que 126 mg/dL ou valor aleatório superior a 200 mg/dL com sintomas ( já descritos acima) fazem o diagnóstico de diabetes mellitus, segundo consenso de 1997 da Associação Americana de Diabetes. Em 2003 essa mesma associação estipulou como valor normal uma glicemia menor que 100 mg/dL , devendo os indivíduos que apresentarem valores entre 100 e 125mg/dL ao jejum serem submetidos ao teste de tolerância oral com 75g de glicose. Neste teste, valores entre 140 e 199 mg/dL apontam para intolerância a glicose, enquanto que valores acima de 200 mg/dL apontam para o diagnóstico de diabtes mellitus.
A classificação proposta para DM é a seguinte:

• DM tipo 1 – destruição das células beta com deficiência completa de insulina, geralmente de etiologia auto-imune, mas raramente de origem idiopática.
• DM tipo 2 – graus variáveis de defeitos de secreção e ação da insulina , é o tipo mais prevalente de DM . No Brasil, estima-se que acomete cerca de 7 % da população adulta.
• outros tipos específicos de diabetes mellitus – endocrinopatias ( ex: Cushing e acromegalia) , doenças do pâncreas exócrino ( ex: pancreatopatia crônica, neoplasias e fibrose cística) , defeitos genéticos na função da célula beta (ex: DM mitocondrial e MODY), defeitos genéticos na ação da insulina (ex: resistência a Insulina tipo A), induzida por medicamentos/drogas (ex: diuréticos tiazídicos e corticoesteróides ), secundários a infecções (ex: rubéola congênita) ou associadas a outras síndromes genéticas ( ex: Wolfram, Down, Turner , porfírias).
• Diabetes mellitus gestacional – condição de hiperglicemia diagnosticada durante o período gestacional, podendo ou não ser transitória.Para melhor acompanhamento do controle glicêmico está indicada a dosagem de Hemoglobina glicada. Em casos em que um controle estreito é necessário pode-se indicar a monitorização contínua de glicose (CGMS) com 288 medições diárias de glicemia através de um sensor implantado no subcutâneo.
A intolerância a glicose e o DM tipo 2 podem estar associados à síndrome metabólica, condição clínica em que estão presentes obesidade visceral, hipertensão arterial, dislipidemia, microalbuminúria. Um parâmetro para a avaliação indireta e estimação da sensibilidade insulínica e função de células beta pancreáticas é o cálculo do índice HOMA, que leva em consideração a glicemia e a insulina em jejum. Cada vez mais importância é dada ao tecido adiposo como um órgão endócrino, com a descoberta de que as citocinas produzidas pelo mesmo contribuem para resistência a ação da insulina.Pecis Mirian et al. Diabete Mellito. In Rotinas Diagnósticas em Endocrinologia: Gross, Jorge Luís e Col. Artes Médicas, 2004. pag 19-24.
Diagnosis and Classification of Diabetes Mellitus ADA - Dabetes Care , 29 Supl 1, 2006.

EXAMES RELACIONADOS
• ANTICORPOS ANTI - INSULINA
• ANTICORPOS ANTI-TIROSINA FOSFATASE
• HEMOGLOBINA GLICOSILADA
• PROTEÍNA URINARIA
• PROTEÍNA URINÁRIA - 24H
• Glicose
• TESTE DE TOLERANCIA A GLICOSE

DOENÇA CELÍACA

A doença celíaca, também denominada espru celíaco, é uma afecção inflamatória do intestino delgado precipitada pela ingestão de trigo em indivíduos com certa disposição genética. O início da doença ocorre mais comumente em torno da idade de dois anos, depois que o trigo tiver sido introduzido na dieta, e no início da vida adulta (terceira e quarta décadas). No entanto, a doença celíaca pode começar em qualquer momento da vida. Em indivíduos sensíveis, a proteína do trigo, o glúten, desencadeia uma resposta anormal das células T leva à produção de anticorpos contra várias estruturas proteicas intestinais. Esta reação inflamatória no intestino delgado resulta em diminuição da quantidade de área disponível para absorção de nutrientes, líquidos e eletrólitos. O grau de perda da área absortiva intestinal, em geral, dita se um indivíduo com doença celíaca desenvolverá sintomas. Os indivíduos acometidos podem apresentar sintomas severos, como diarréia, fraqueza e perda de peso, indicando acentuada diminuição da área absortiva intestinal envolvendo grande parte do intestino delgado. Por outro lado, alguns indivíduos apresentam cansaço relacionado à anemia e não têm sintomas referíveis ao trato gastrointestinal. Tais indivíduos provavelmente têm doença limitada ao intestino delgado proximal, em que o ferro é normalmente absorvido, sendo o restante do intestino adequado para absorção de nutrientes e líquido. Outras manifestações extra-intestinais de doença celíaca incluem osteopatia osteopênica, tetania e raramente distúrbios neurológicos. A hipersensibilidade ao glúten também pode manifestar-se como rash vesicular pruriginoso e com dor em queimação nas superfícies extensoras do corpo (dermatite herpetiforme). A maioria desses indivíduos tem biópsias intestinais características de doença celíaca, independentemente de sintomatologia gastrintestinal.
Seu diagnóstico diferencial envolve intolerância ao gluten, diabetes mellitus I, lupus eritematoso sistêmico, tireoidopatias e outras condições autoimunes. O diagnóstico baseia-se na combinação de achados clínicos e epidemiológicos com sinais laboratoriais (biópsia do duodeno distal obtida por endoscopia, ou, mais modernamente, demonstração de anticorpos IgA anti-endomísio ou anti-gliadina, assim como anticorpos anti-transglutaminase, com bom desempenho diagnóstico).

EXAMES RELACIONADOS

• ANTI - ENDOMISIO - ANTICORPOS (IGA + IGG)
• ANTI - GLIADINA - IGA
• ANTI - GLIADINA - IGG
• ANTI - TRANSGLUTAMINASE - IGA

DSTS

DSTs são doenças infecciosas transmitidas pelo contato sexual. Os agentes causais são fungos, bactérias, parasitas ou vírus. Os principais sintomas são corrimento vaginal ou uretral, úlceras genitais, vesículas ou verrugas na região genital. A presença dessas lesões é um sinal de alarme e o paciente deve procurar orientação médica. Nas hepatites e na AIDS, o contato sexual serve como porta de entrada do vírus, não tendo sinais locais específicos. O diagnóstico laboratorial deve ser indicado pelo médico assistente, pois varia de acordo com a suspeita clínica. A prevenção das DSTs consiste principalmente no uso de camisinhas e limitação do número de parceiros. Essas doenças são tratáveis ou, no caso de doença por vírus, podem ser controladas pelo uso de medicamentos.

O que são Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs)?

São doenças infecciosas transmitidas pelo contato sexual. Vários são os agentes que podem causar essas doenças: bactérias, fungos ou vírus, o que determina uma apresentação diferente para cada uma delas.

Quais são as DSTs?

Entre as DSTs temos a sífilis, a gonorréia, o cancro mole, a candidíase, o condiloma, o granuloma inguinal, algumas hepatites virais, o herpes simples genital, a infecção por clamídia, a infecção por ureaplasma, olinfogranuloma, a pediculose do púbis e a AIDS. A sífilis e a gonorréia são as duas doenças mais comuns.

Quais são os principais sintomas dessas doenças?

De maneira geral as DSTs aparecem como corrimentos vaginais ou uretrais, úlceras genitais, tumorações na virilha, pequenas vesículas (bolhas de conteúdo líquido) ou verrugas em região genital. Muitas vezes os principais sintomas são a coceira e a dor no local da lesão. Em alguns casos, como nas hepatites e AIDS, a parte genital serve apenas como porta de entrada, não tendo sinais especiais nesses locais. O surgimento de qualquer um desses sinais ou sintomas indica a necessidade de procurar um médico. Não procure resolver a situação apenas com amigos ou profissionais de áreas paramédicas. Essas doenças podem ter conseqüências quando não diagnosticadas e tratadas corretamente.

Como diagnosticar essas doenças?

A consulta ao médico é indispensável para diagnosticar uma doença sexualmente transmissível. Esse profissional tem o conhecimento para diferenciar as diversas formas de apresentação das doenças e indicar qual o exame laboratorial mais adequado para comprovar, definitivamente, a presença da DST. Os testes podem ser realizados com material da lesão genital ou pela pesquisa de marcadores da doença no sangue (sorologias). Como algumas lesões podem ser semelhantes, mesmo em doenças diferentes, o médico pode solicitar mais de um teste laboratorial para ter certeza do tipo de DST.

Existe tratamento para as DSTs?

Existe tratamento para todas as doenças sexualmente transmissíveis, e para aquelas ocasionadas por bactérias ou fungos, existe cura após o tratamento. Para aquelas cujo agente causal é um vírus, existe controle medicamentoso.

Existe alguma forma de prevenir essas doenças?

A prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis baseia-se no uso de camisinhas durante toda a relação sexual. A limitação da quantidade de parceiros sexuais diminui a chance de contato com os agentes dessas doenças. A presença de qualquer lesão em genitália ou secreção vaginal/uretral deve servir como sinal de alarme. Nesses casos, até que se consulte um médico, o contato sexual deverá ser evitado.

As DSTs podem ocasionar complicações?

Sim. As pessoas com DSTs, por apresentarem lesões em genitália, têm até 18 vezes mais chances de contaminação pelo vírus do HIV. As infecções pelo papilomavírus ou pelo vírus da hepatite B estão relacionadas com o aparecimento de câncer. Os fetos de pacientes infectadas por sífilis podem nascer com malformações. A infertilidade é uma das complicações das pessoas infectadas pela gonorréia.

HEPATITES

O que é Hepatite Viral?
Hepatite é uma inflamação do fígado. Esta inflamação pode ser causada por vários agentes, como drogas, álcool e, mais frequentemente, por vírus. As hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A (HAV), B (HBV) e C (HCV), causadores da Hepatite A, Hepatite B e Hepatite C, respectivamente.

Como se disseminam os vírus da Hepatite?

• Hepatite A: HAV é transmitido de pessoa a pessoa pela ingestão de alimentos e água contaminados com fezes infectadas pelo vírus. Esta transmissão é conhecida como fecal-oral.

• Hepatite B: HBV é transmitido pelo contato com sangue contaminado (hemotransfusões, seringas contaminadas em usuários de drogas, material cirúrgico não estéril), contato sexual sem uso de preservativo ou da mãe para o filho durante a gestação e/ou parto (chamada transmissão vertical).

•Hepatite C: HCV é transmitido principalmente através do contato com sangue contaminado (hemotransfusões, seringas contaminadas em usuários de drogas, material cirúrgico não estéril). Outras formas de contágio, tais como sexual e vertical (mãe para o filho durante gestação/parto) ainda não foram comprovadas, entretanto não podem ser totalmente descartadas.

Quais os sintomas da Hepatite Viral?

A Hepatite pode surgir rapidamente sendo classificada como hepatite aguda ou lenta e menos sintomática, hepatite crônica. Hepatite A cursa apenas com a forma aguda. As outras, como a B, podem apresentar um quadro agudo e depois tornar-se crônica, já a Hepatite C costuma causar apenas hepatite crônica.

Sintomas gerais, geralmente mais associados as formas agudas são cansaço, perda do apetite, náuseas, dor e desconforto abdominal, urina escura e fezes claras, icterícia (olhos e peles amarelados).

A Hepatite Viral tem cura?
Grande parte das Hepatites Virais têm cura espontânea. Dependendo do vírus causador da Hepatite, existe um risco de cronifi cação da doença. Nesses casos, o vírus permanece infectando o fígado e pode causar outras doenças hepáticas posteriormente, tais como cirrose e câncer. A Hepatite A nunca se torna crônica evoluindo geralmente sem maior gravidade para a cura espontânea. Já a Hepatite B pode cronifi car em 2 a 6% das pessoas acima de 5 anos, em 30% das crianças entre 1 a 5 anos e em até 90% dos lactentes. Já a Hepatite C evolui com infecção crônica em 55 a 85% das pessoas infectadas.

Como diagnosticar o tipo de Hepatite?

Existem alguns exames de sangue que diagnosticam o tipo de vírus causador da Hepatite. Esses exames identificam cada vírus especificamente através da detecção dos anticorpos produzidos pelo organismo contra o vírus causador da Hepatite. Podem também dizer se a pessoa já teve contato prévio com o vírus, se ficou curada ou não ou se foi vacinada.

Como prevenir as Hepatites Virais?
Em relação à Hepatite A, a melhor prevenção é lavar sempre as mãos após utilizar o banheiro, após a troca de fraldas e antes de se alimentar. Já a melhor forma de prevenção das Hepatites B e C consiste em não compartilhar seringas, descartar seringas usadas em recipientes rígidos (evitando assim acidentes na manipulação do lixo) e utilizar preservativos em todas as relações sexuais.

Existe vacina para prevenção de Hepatites?
As Hepatites A e B podem ser prevenidas por meio de vacinação. Já existem vacinas separadas para Hepatite A e B e vacinas conjugadas que conferem proteção contra as duas formas de Hepatites. Não existe vacina disponível contra Hepatite C.

As vacinas contra Hepatite A e B são seguras?
As vacinas são seguras e já foram aplicadas em mais de 4 milhões de pessoas nos Estados Unidos, entre adultos e crianças, sem relatos de efeitos adversos graves. A vacina contra Hepatite B já faz parte do calendário vacinal oficial do Ministério da Saúde.

HEPATITE A

O vírus da Hepatite A (HVA) é um vírus RNA pertencente ao grupo Picornavirus. A doença a ele associada é a Hepatite A, caracterizada por icterícia e febre de início agudo, anorexia, náusea, desconforto abdominal, urina escura, fezes brancas e indisposição generalizada. Em muitos indivíduos, a condição segue um curso assintomático ou causa somente sintomatologia não específica com icterícia mínima ou ausente. Infecções fulminantes com HVA e danos hepáticos permanente são raros e estados crônicos não são relatados. Os sinais e sintomas usualmente duram menos do que 2 meses, mas é possível que o processo dure até seis meses. O período de incubação pode durar de 15 a 50 dias, e a eliminação fecal de vírus normalmente continua por cerca de três semanas. A contaminação ocorre quase que exclusivamente por ingestão (via fecal-oral), embora haja a possibilidade de transmissão pessoa a pessoa, e parenteral. O período mais infectivo é durante a fase prodrômica anictérica (14-21 dias). O diagnóstico de infecção aguda pelo HVA baseia-se na demonstração de anticorpos IgM específicos. Estes anticorpos são detectáveis precocemente e permanecem entre 3 e 12 meses. Anticorpos IgG específicos aparecem logo após os IgM e persistem por anos, e indicam imunidade protetiva. Atualmente dispõe-se de vacinas para Hepatite A.

• HEPATITE A - ANTI - HVA IGG
• HEPATITE A - ANTI - HVA IGM

HEPATITE B

A hepatite B é uma doença inflamatória causada pelo HBV, um Hepadna vírus resistente. Seu genoma viral consiste de DNA circular de dupla-fita parcial com quatro regiões gênicas (S, C, P e X), cada qual codificando um grupo específico de proteínas. É usualmente transmitido por inoculação com sangue ou hemoderivados ou contato sexual, e está presente em saliva, sêmen, secreção vaginal e outros fluidos. Ainda, é possível a transmissão vertical. A incidência de HBV é associada aos chamados "comportamentos de risco". A patogênese e as manifestações clínicas são em geral associadas às interações entre o vírus abrigado nos hepatócitos e o sistema imune, o que causa lesão hepática. O espectro de sintomatologia varia de processos subclínicos a hepatite ictérica; de quadros agudos (hiperagudos, agudos, subagudos) a hepatite crônica (com complicações como cirrose e carcinoma hepatocelular). As implicações clínicas, sorológicas e epidemiológicas associadas a cada quadro devem ser ponderadas pelo clínico após correto estabelecimento diagnóstico e estadiamento do quadro, através de dados laboratoriais, clínicos e de imagem. Os métodos baseados em Biologia Molecular que determinam a presença e quantidade de cápsulas virais circulantes permitem maior sensibilidade diagnóstica e nova parametrização de controle terapêutico.
• HEPATITE B - HBEAG
• HEPATITE B - HBSAG
• HEPATITE B - ANTI - HBC IGG
• HEPATITE B - ANTI - HBC IGM
• HEPATITE B - ANTI - HBE
• HEPATITE B - ANTI - HBS
• HEPATITE B - QUANTIFICAçãO POR PCR
• HEPATITE B - QUANTITATIVO + GENOTIPAGEM

HEPATITE C
HCV é transmitido principalmente através do contato com sangue contaminado (hemotransfusões, seringas contaminadas em usuários de drogas, material cirúrgico não estéril). Outras formas de contágio, tais como sexual e vertical (mãe para o filho durante gestação/parto) ainda não foram comprovadas, entretanto não podem ser totalmente descartadas.
• HEPATITE C - ANTI - HCV
• HEPATITE C - DETECçãO POR PCR
• HEPATITE C - GENOTIPAGEM
• HEPATITE C - QUANTIFICAçãO + GENOTIPAGEM
• HEPATITE C - QUANTIFICAçãO POR PCR

HIV
O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é isolado de casos de síndrome de imunodeficiência adquirida (AIDS), doença que se caracteriza por uma progressiva e fatal deterioração do sistema imune. Associados à infecção HIV ocorrem doenças oportunistas (pneumocistose, toxoplasmose, candidíase), neoplasias (sarcoma de Kaposi, linfomas B) e complexo demencial.
O vírus entra no organismo na forma livre ou através de células infectadas; é transmitido por via sexual, produtos sangüíneos e aleitamento, dando início ao processo patogênico que resultará em morte a longo prazo do indivíduo. Na viremia inicial, poucas semanas após a infecção, há replicação de vírus com uma só especialidade, embora a população de vírus doador seja antigenicamente heterogênea. Aparecem mutantes e esta população passa a dominar na fase tardia da infecção. A resposta de anticorpos ocorre quando a viremia inicial diminui e o quadro persiste até o aparecimento da doença. Anticorpos são neutralizantes do agente infeccioso, havendo forte correlação entre essa atividade e a habilidade de bloquear a interação entre gp 120/160 e CD4.
O vírus pertence ao gênero Lentivirus, da família Retroviridae. Após a penetração na célula por fusão com a membrana, o core viral se desintegra e o HIV transcreve o seu RNA em DNA através da transcriptase reversa. O DNA viral pode permanecer no citoplasma ou integrar-se ao genoma da célula, sob forma de pró-vírus, latente por tempo variável, replicando toda vez que a célula entra em divisão. A acumulação destas partículas no citoplasma tem sido associada à morte celular isolada. A união das proteínas virais e genoma para formação de virion se dá no citoplasma, liberando-se por brotamento através de fusão com a membrana celular. O processo patológico ocorre especialmente pela ação do HIV nos linfócitos T CD4+, essenciais na elicitação de respostas imunes eficazes. Assim, os pacientes soropositivos que desenvolvem a síndrome tornam-se mais suscetíveis a processos infecciosos e neoplásicos, entre outros. A contaminação pelovírus ocorre por via parenteral, contato com fluidos corporais celulares (leite, sangue, semen, etc) com portas de entrada abertas (feridas ou ulceras). Testes laboratoriais são importantes no estabelecimento do diagnóstico (normalmente pela demonstração de anticorpos específicos), e no seguimento do tratamento, pela quantificação de carga viral e subpopulações linfocitárias, e no seguimento de perfis de resistência aos antivirais.

• HIV - GENOTIPAGEM
• HIV - QUANTIFICAçãO - ULTRA - SENSíVEL POR PCR
• HIV - QUANTIFICAçãO POR PCR
• HIV - WESTERN - BLOT
• HIV 1 - DETECçãO POR PCR
• HIV 1 - NEONATAL
• HIV 1 E 2 - ANTICORPOS (2 MéTODOS)
• HIV 1 E 2 - ANTICORPOS (2 MéTODOS) CLIA + ECLIA
• HIV 1 E 2 - ANTICORPOS (2 MéTODOS) ECLIA + MEIA
• HIV 1 E 2 - ANTICORPOS (MEIA)
• HIV 1 E 2 - ANTICORPOS (QUIMIOLUMINESCÊNCIA)
• HTLV I/II - WESTERN BLOT
• LINFOCITOS CD4
• LINFÓCITOS CD8
• SUBPOPULAÇÃO LINFOCITÁRIA CD4-CD8
• SUBPOPULAÇÃO LINFOCITÁRIA CD4-CD8-CD3

MENOPAUSA
A menopausa é definida como o episódio final de sangramento menstrual da mulher. Todavia, o termo costuma ser utilizado para referir-se ao período do climatério feminino, que abrange a fase da transição entre os anos reprodutivos e o último episódio de sangramento menstrual. Durante este período ocorre a perda gradual, porém progressiva, da função ovariana bem como uma variedade de alterações endócrinas somáticas e psicológicas.
• DEHIDROEPIANDROSTERONA SULFATO - DHEA SO4
• ESTRADIOL - E2
• HORMÔNIO FOLÍCULO ESTIMULANTE - FSH
• PROGESTERONA
• TESTOSTERONA LIVRE
• TESTOSTERONA TOTAL
• TSH - HORMÔNIO TIREOESTIMULANTE - ULTRASENSIVEL

OSTEOPOROSE

A osteoporose é uma doença caracterizada por redução da massa e deterioracão da microarquitetura do osso, com conseqüente aumento da fragilidade óssea e susceptibilidade a fraturas; pode se desenvolver devido a vários fatores, incluindo: constitucionais, etários, genéticos, hormonais, estilo de vida e doenças.
Classifica-se a osteoporose de acordo com o processo fisiopatológico subjacente. A osteoporose primária refere-se ao processo que resulta da perda óssea relacionada à menopausa, nas mulheres, ou à idade, em ambos os sexos. Na osteoporose pós-menopausa ocorre aumento da reabsorção óssea por diminuição dos níveis de estradiol, o que leva a aumento da secreção de citocinas, estímulo dos osteoclastos e perda óssea. Na osteoporose senil ocorre diminuição da formação óssea, decorrente do processo de envelhecimento.
A osteoporose secundária resulta da perda óssea causada ou exacerbada por doenças ou medicações. Suspeita-se desta forma, quando ocorre em:

mulheres pré-menopausa;
homens com idade inferior a 70 anos;

Em ambos os sexos quando (1) há história de fraturas após trauma mínimo, principalmente se em jovens, (2) na ausência de fatores de risco ocorre com doenças sabidamente associadas a osteoporose e (3) piora de osteoporose previamente diagnosticada em paciente em tratamento.A investigação laboratorial visa estabelecer o diagnóstico diferencial entre osteoporose primária e secundária, de modo a selecionar o tratamento adequado a cada condição.
Os principais fatores de risco para osteoporose são: sexo feminino, hipogonadismo primário/secundário, amenorréia primária/secundária, Índice de Massa Corpórea <19 kg/m2 em paciente > 25 anos, etnia caucasiana ou oriental, idade > 65/70 anos, história familiar, menopausa precoce e nuliparidade.
Entre as doenças que cursam com perda de massa óssea pode-se incluir o hiperparatireoidismo, hipertireoidismo, deficiência de hormônio de crescimento, hipercortisolismo, hiprerprolactinemia, acromegalia, anorexia nervosa, síndromes de má-absorção, doença hepática ou renal, pós-gastrectomia, doenças do colágeno, neoplasias, hemocromatose. Outras situações clínicas como o tabagismo, alcoolismo, consumo excessivo de cafeína, sedentarismo/imobilização, dieta pobre em cálcio; dieta pobre em vitamina D ou pouca exposição ao sol, história de fratura prévia, fratura de fêmur em familiar de primeiro grau, uso de medicações glicocorticóides, hormônios tireoidianos, anticonvulsivantes (fenitoína, carbamazepina, fenobarbital), heparina, ciclosporina A, análogos do GnRH, agentes antiretrovirais, quimioterapia levando a hipogonadismo, excesso de vitamina A, excesso de vitamina D, metorexate, furosemida, medicamentos que aumentam prolactina (metoclopramida, antidepressivos, lítio) podem estar associadas à osteoporose.

• CÁLCIO
• CÁLCIO IONIZADO
• CÁLCIO URINÁRIO - 24H
• CÁLCIO URINÁRIO - AMOSTRA ISOLADA
• FOSFATASE ALCALINA
• FOSFATASE ALCALINA - FRAÇÃO ÓSSEA

HIPERTENSÃO ARTERIAL
O que é pressão arterial?
Quando o coração bombeia o sangue para o corpo, este exerce uma pressão nas artérias (vasos que conduzem o sangue do coração a todo o organismo) que varia dependendo do momento de contração desse órgão. O momento em que o coração está contraído para expulsar o sangue é chamado de sístole e a pressão nesse momento recebe o nome de sistólica ou pressão máxima. No momento de relaxamento do coração, a pressão é chamada de mínima ou diastólica, pois o nome médico desse período é diástole.

O que é Hipertensão Arterial?
A Hipertensão Arterial ou pressão alta ocorre quando a pressão que o sangue exerce nas paredes das artérias para se movimentar é muito forte, fi cando acima dos valores considerados normais. Apesar de o valor normal de pressão arterial ser de 120x80 mmHg, considera-se que a pressão esteja alta apenas quando os valores forem superior a 140x90 mmHg.

Quando uma pessoa é considerada hipertensa?
A pessoa é considerada hipertensa quando a sua pressão arter